<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4268916227527481503</id><updated>2012-02-16T09:14:21.072-08:00</updated><title type='text'>Johann Jean</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://johannjean.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4268916227527481503/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://johannjean.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Johann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997201219257165941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.workshopmergulhocientifico.com/3T3tdAZwqJnXpXA.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4268916227527481503.post-8135784903447518343</id><published>2008-05-17T10:34:00.000-07:00</published><updated>2008-05-17T10:36:32.166-07:00</updated><title type='text'>Intangível</title><content type='html'>Cala os olhos&lt;br /&gt;Fala a boca&lt;br /&gt;Sente a essência&lt;br /&gt;Compreende&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensibilidade&lt;br /&gt;Agora a pureza&lt;br /&gt;na visão o abstrato&lt;br /&gt;absurdo e a razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e houver que o condene&lt;br /&gt;olha pra trás&lt;br /&gt;e não se arrepende.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4268916227527481503-8135784903447518343?l=johannjean.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://johannjean.blogspot.com/feeds/8135784903447518343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4268916227527481503&amp;postID=8135784903447518343' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4268916227527481503/posts/default/8135784903447518343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4268916227527481503/posts/default/8135784903447518343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://johannjean.blogspot.com/2008/05/intangvel.html' title='Intangível'/><author><name>Johann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997201219257165941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.workshopmergulhocientifico.com/3T3tdAZwqJnXpXA.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4268916227527481503.post-3161290987671102230</id><published>2007-06-04T05:22:00.000-07:00</published><updated>2007-06-04T07:25:30.793-07:00</updated><title type='text'>Bigode de madame salva africano morrendo de sono</title><content type='html'>Na sexta-feira passada, o "The New York Times" publicou uma notícia tragicômica. A reportagem explicava como os bigodes das mulheres de classe média salvarão 300 mil negros africanos por ano. Explico.&lt;br /&gt;A doença do sono é produzida por um parasita introduzido no sangue pela picada da mosca tsé-tsé: quando o bicho chega ao cérebro, o sujeito entra em coma. A doença voltou a ser endêmica na África Central, onde a mosca prospera entre guerras, fome, Aids etc. Segundo os Médicos Sem-Fronteiras, há 300 mil contaminados por ano.&lt;br /&gt;Por sorte, no fim dos anos 70, foi descoberta a eflornitina, que cura até os pacientes já comatosos. Mas os negros africanos, com sua baixa expectativa de vida, suas doenças sexualmente transmissíveis e suas carteiras vazias, não são os clientes ideais da indústria farmacêutica. Acabou a esperança de que a eflornitina funcionasse também contra algum tipo de câncer - o que tornaria sua preparação rentável. A produtora decidiu parar a fabricação.&lt;br /&gt;E os africanos? Pois é, problema deles. Não vale a pena produzir para um mercado pequeno e pobre. Nessa altura, um milagre: Gillette e Bristol-Myers Squibb lançam um novo produto para a remoção dos pêlos faciais: o creme Vaniqa, a base de eflornitina. A produção continuará.&lt;br /&gt;Um encarte da "Cosmopolitan" de janeiro anuncia que, se algum bigode tiver que se intrometer entre duas bocas (de sexo diferente) que se beijam, melhor que seja o do homem. Graças aos milhões de mulheres que pagarão R$ 100 por um tubo de creme que dura um mês, 300 mil africanos a cada ano voltarão para a vida.&lt;br /&gt;Não é uma prova da sabedoria da economia globalizada? Deve ser. Mas é penoso pensar que, se os bigodes femininos não fossem sensíveis à eflornitina, os africanos já estariam adormecendo para sempre.&lt;br /&gt;Fiquei indignado, querendo a nacionalização das indústrias farmacêuticas: como podemos deixar que a saúde pública seja subordinada a lucros particulares? Mas, se um gesto de vareta mágica abolisse a globalização e voltássemos para um mundo de indústrias nacionais, os africanos não teriam a menor chance - pois seus países não dispõem dos recursos necessários para descobrir ou produzir remédio nenhum. Mais desconcertante ainda: para os sujeitos da cultura ocidental moderna (ou seja, para nós), o maior incentivo é o interesse particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triunfo dos interesses privados sobre a solidariedade social é um corolário de nossa cultura que nunca conseguimos mudar por decreto. Por exemplo, se você estivesse doente à espera de que inventassem uma cura salvadora, gostaria que a pesquisa estivesse só nas mãos de agências públicas? Certo que não. Sonhamos com a solidariedade, mas, para obtermos resultados, contamos com a motivação do apetite de ganho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acalma-se um pouco a indignação. Não nacionalizaremos a indústria farmacêutica. Esperando uma mudança de cultura, fazer o quê? Console-se: o cinismo deste mundo organizado pelo jogo dos interesses particulares tem uma falha pela qual se insinuam sentimentos solidários. Veja só: não é um acidente que logo um creme contra os bigodes das madames salve 300 mil africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os remédios mais vendidos e rentáveis há o Viagra, o Propécia, contra a careca, a coorte dos antidepressivos etc. Os fármacos que cuidam de nossa performance social são os mesmos que sustentam a indústria farmacêutica. Estamos sempre dispostos a gastar para o sorriso, a cabeleira, a ereção poderosa e agora o lábio glabro. Não é por vaidade. Cultuamos as aparências porque são cruciais: elas decidem nossa posição no mundo, nosso sucesso ou fracasso: triste e peluda para baixo, sociável e depilada para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse culto das aparências nos torna vulneráveis: nosso cinismo não resiste à aparência da dor. É suficiente lembrar o espectro das vítimas da tsé-tsé para que produzir eflornitina se torne uma exigência moral. As madames exibirão seus lábios glabros em campanhas para angariar fundos contra a mosca e seu parasita.&lt;br /&gt;Somos constituídos pelas aparências, por isso as aparências nos afetam. Nosso cinismo redime-se por ser hipersensível às primeiras páginas. É por isso que a ajuda às vítimas é a grande especialidade ética de nossa cultura. Não sabemos decidir o que é justo e o que é errado. Perseguimos sempre nossos interesses particulares, mas reagimos à visão de feridas abertas. Dito de maneira mais incômoda e mais próxima: só queremos arrasar, mas somos voluntários para ajudar as crianças de rua e abrigar os mendigos. Nosso senso moral é como nossas vidas: cosmético. Bom, melhor do que nada.&lt;br /&gt;PS: O novo presidente americano, apresentando-se como um "conservador compassivo", talvez tenha definido um traço dominante da personalidade ocidental moderna. Talvez tenha achado também uma maneira aceitável de confessar que somos, geralmente, cínicos e mídia-sensíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4268916227527481503-3161290987671102230?l=johannjean.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://johannjean.blogspot.com/feeds/3161290987671102230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4268916227527481503&amp;postID=3161290987671102230' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4268916227527481503/posts/default/3161290987671102230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4268916227527481503/posts/default/3161290987671102230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://johannjean.blogspot.com/2007/06/bigode-de-madame-salva-africano.html' title='Bigode de madame salva africano morrendo de sono'/><author><name>Johann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15997201219257165941</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://www.workshopmergulhocientifico.com/3T3tdAZwqJnXpXA.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
